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Desde o princípio desejei palavras.
Quando em meu coração havia rosas e minhas mãos afagavam as pétalas eu não temia ousar.
Pensei tanto em ser feliz.Julguei por tantos dias de sol que não houvesse o vazio de palavras nem a multidão de sonhos.Cada riso da minha alma trazia consigo a dor do próximo estado: ausência.E essa era tão longa...
Fui feliz por tê-la.
Fui feliz por tê-la sem mesmo precisar.
Fui pequena de alma transbordante!
Cada palavra descoberta guiava-me no caminho da paz.
As tardes de escassez eram repostas com jardins nos quais caminhei por longas horas.
Caminhei sem mesmo querer caminhar.
A paz guiou-me sem pedir nada em troca.Julguei-a tão doce porem logo ela descobriu-me e partiu em meio ao meu clamor.
Nos meus dias de agonia encontrei as mais belas palavras.Estas me guiaram na ausência de paz.
Quando me faltou o tudo, encontrei as palavras.
Quando o mundo agitou-se, encontrei-as soltas ao vento.Todas a procura do sentido que move os dias.Todas a minha procura.
Tomei-as e não mais caminhei sozinha.Compreendi cada uma delas e a paz voltou a sondar-me.Olhei-as com os olhos de outrora e prossegui na tentativa de ser o que preciso.Elas me foram solução.Elas ainda são a peça fundamental da minha confusão de ser.São tão infinitas quanto o mundo pensa ser.
Adanilde Duarte de Lima in Inspiração
criado por adanilde
13:44:35